Sábado, Outubro 29, 2005

rélou :B
jah era pra mim ter postado aqui antes, mas como eu sô lesada e não tenho todo o tempo q gostaria (esquecida tb), não postei qdo ela me pediu ~: (desculpa)
então agra aqui estou eu, pq como eu tava com preguiça de postar no meu (ó novidade), pedi pra ela posta (foi díficil ter q dar minha senha mas ela prometeu q vai esquecer). mas não adianto nada pq em troca tive q postar aqui (HAHAHAHAHA ;X), mas melhor no dos otros do q no nosso não eh?! (não me interpretem mal, por favor)

então a eh uma goria q apareceu do nada em minha vida (ó q romântico), na verdade eu apareci na delqa oferecendo um layout q ela quase implorava no seu antigo blogue, mas não vô conta a história toda pq ela jah conto no meu. ok. soh qria dizer q ela eh meia estranha (no bom sentido) e louca (tah, eu tb sou essas coisas) e acho q eh por isso q a gente se dah tão bem!! nenhuma estranha a bobagem da outra (isso eh tão lindo *-*) e as coisas fluem (ok, isso jah tah ficando gay demais).

tah, o tião ainda tah em coma. a mazé perdôou o geninho. e a neuta ouviu o junior conversando com a carrie (q metida!) e ele vai confessar q eh GAY (alguém merece isso? ~~~~~~~~~: sorte q eh novela).

hoje eu comi um mc lanche feliz e peguei um sapo (outro) vermelho. comprei uma blusa verde e uma bolsa (e como eu precisava dessa bolsa +_+). e convidei minha irmã pra ir no cinema e vimos a lenda do zorro q eh muito bom por sinal ^^

bom, eu seiq vocês estão doidos pra mim continuar a contar essas coisas (vai sonhando), mas eu tenho q ir. pra finalizar e resumir tudo q eu sinto pela li, uma frase pra ela: PARA DE COPIAR MINHAS PIADAS! se não eu choro ~:

HAHAHAHAHAHAHAHA
:B

paula fernanda.

milady; * 11:25 PM


††††

Sexta-feira, Outubro 28, 2005

Eu nunca achei que fosse fazer um post sobre "falsidade". Achava que era frescura de patty.


Mas infelizmente não é.
Todos aqueles gifs brilhantes e rosas tem rasão: falsidade é a pior coisa do mundo.



Sabe aquela sua amiga de infância?
aquela menina que você conversa na hora da saida?
o seu ex/amigo?


Eles podem estar te chingando pelas costas. Podem não. Pode ter certesa de que eles estão
Todo o dia, quando você vai embora, eles começam a falar mal de sua roupa, de seu cabelo, de sua nova gíria.E eles não se contentarão com isso: ainda passarão a fofoca da vez adiante. Ainda mais; eles confirmarão se alguem, escandalizado, perguntar.



Sabe, eu não sou totalmente verdadeira. Sou falsa algumas veses, admito. Mas, ao ver o nível que essas pessoas chegam, nossa, eu me senti a mais pura e santa das criaturas. Quando eu sou "falsa" é tipo, uma menina chega e diz "txi amuuu, vc é mto especial p/ mimmm nunk vo t esqueceee!!!", eu respondo:"te amo também".

Acontece que a menina, ao mesmo tempo que digita isso, fala para a pessoa na outra janela que eu sou uma putinha.






o oswald é falso.
o oswald é o lugar mais falso do mundo.
não sei por que eu ainda estudo lá.








frase sobre:



..prinzessin diz:
falsidade mata.
b a b i > yo! aaaaaaaaaara.... <->.Isso n eh nada POP..! diz:
não. falsidade mata os outros.





pois é.


milady; * 6:47 PM


††††

Terça-feira, Outubro 25, 2005

[...]e ela se tranca no quarto, para se isolar do mundo. bota no doubt no volume maximo, e canta.[...]


Chegou exausta em casa. Tirou os tenis e botou o som no volume maximo, sem se importar com nada. Deitou-se na cama e pois-se a lembrar. As lembranças a enxarcavam como perfurme que exalava do corpo dele. Doce, sensual, o cheiro do seu amado.[...]



[...]Uma flor roxa, violeta. Constantemente cuidada, regada, sob o melhor ângulo de sol. Paparicada pelas crianças da casa, que a puseram numa redoma. Uma redoma frágil, invisivel, mas resistente ao mesmo tempo. Um dia a flor muchou.


O amor é uma flor roxa que nasce no coração dos trouxas[...]





[..] vingança.
finalmente ela iria se vingar daqueles que a usaram, daqueles que a humilharam.
milimetricamente planejada por sua mente infantil nas longas noites de insônia precoce.
tudo estava perfeito. o sol estava na posição correta. os tordos cantaram. a rosa vermelha havia morrido.

então ela partiu.
[...]








hoje eu não estou nada bem para escrever.




blá.

milady; * 8:11 PM


††††

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

E lá vai ela pagar mais um mico.


A maldita da minha escola resolve fazer um simulado do referendo. E a maldita da coordenadora resolve escolher minha série para ser responsável por isso e ir em todas as classes fazer propaganda e exclarecer as dúvidas.

Pois sim.

Lá vou eu e meu grupo, todos serelepes, entrar no 2ºB. Primeiro que para achar a classe foi uma coisa bonita, por que todas as pessoas da escola resolveram quebrar o pé na mesma época, e as salas do térreo viraram um bem precioso. Para vocês terem uma idéia, normalmente minha classe fica no primeiro andar, mas agora está no terceiro por que a sexta série tem que ficar no primeiro sei lá por que. Na verdade, é mais provavel que não tenha motivo, mas tudo bem. Eu não estou aqui para reclamar da falta de organização de minha querida escola.

Tá; Achada a classe (térreo, segunda sala), entramos os quatro para falar. Quer dizer, os quatro é um figura de linguagem, pois a única pessoa que falou foi quem?quem?quem?


Bingo.


Sobrou para mim, é claro. Por que quando eu tenho aquele ideal maldito: 'do it yourself'. Isso mais minha ansiedade natural que faz com que eu fale sem parar. Vocês já devem imaginar. Bom, foi pior.


Como estavam todos olhando para mim, prestando atenção e tal, meu nervosismo dobrou. Todos aqueles olhos malvados, aqueles sorrisos cínicos e uma pessoa alí no fundo morrendo de tédio. Eu estava falando tudo certo, mas me deu algo que parecia que não estava. Então, eu surtei e gritei, batendo o pé no chão que nem uma criancinha mimada:


-Meu, PARÁ com isso!!! Eu to nervosa, meu!!!!


Pois é. Nem preciso dizer que eu fiquei mais vermelha do que ketchup vencido quando todo mundo começou a rir descontroladamente. Fiquei lá, meio que rindo também, por que quando eu pago um mico grande (tipo que nem aquela vez que eu cai de saia na escada da escola, com todo mundo, inclusive meu ex, meu atual e meu futuro namorado atrás de mim) eu começo a rir de mim mesma, descontrolada. E o fiz. Fiquei rindo que nem boba alí na frente, com todo mundo rindo de mim ou comigo, não tenho certesa. Uma alusão a imaginar pessoas sem roupa não me fez sentir mais confortavel ( por que eu realmente imaginei, e não foi nada pop imaginar aquele gordo do fundão só de cuecas).


Bom, de um jeito ou de outro, eu consegui acabar de falar o que eu precisava. E fui me preparando para sair calma e delicadamente da classe. Mas algum infeliz gritou meu nome, eu virei para olhar, e como eu não sou nada desastrada...


PLUUUNFTTTTT


É. Tropecei felomenalmente. E cai de cara na porta.


O que se seguiu depois foi apagado da minha mente involuntariamente, num instinto de sobrevivência. Se não, eu me mataria ao lembrar do coro de risadas e do ser caido no chão de tanto rir. De como até o professor, ao me ajudar a levantar, estava vermelho, quer dizer, ROXO de tanto rir. De como eu sai de lá, sentei no chão e começei a chorar e rir ao mesmo tempo.




Eu acho que vou enfiar a cabeça num saco de papel.



[edit]


novo lay, com a musica mais perfeita do momento. fiz ele com pressa, pois queria tê-lo antes que a música estore e me chamem de modista. talvez isso já aconteca, maaaas, me esforcei ao máximo.


[/edit]

milady; * 7:37 PM


††††

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

Passageiro de ônibus.


Helena pegou o ônibus e sentou no ultimo banco, deixando os pensamentos soltos. Olhos as fixações. Ininteligíveis. Algum dia quiseram dizer alguma coisa. Um recado para o amor de sua vida? Um xingamento? Ou apenas um rabisco sem nexo? Algum dia alguém soube, e leu, mas agora são apenas linhas desbotadas de sentido.
O barulho do ônibus embalava seus pensamentos e seu corpo cansado. Todos os passageiros estavam em silêncio, olhando para frente, ligeiramente constrangidos. É quase como num elevador: um cubículo fechado onde vizinhos ficam com os olhos no teto, no chão, em qualquer lugar menos na outra pessoa. Às vezes alguém puxa assunto, o outro responde e tudo acaba em sorrisos amarelos. É o mesmo constrangimento. Se bem que no ônibus ele é reduzido, por que ninguém é obrigado a dizer nada: são só estranhos que nunca mais vão se ver na vida.
O ônibus parou. Entram duas adolescentes falando e fazendo barulho. Felizes. Sem preocupações com nada. Provavelmente estão indo para a casa de uma terceira assistir filmes e falar de garotos. Pode ser também que estejam voltando de suas escolas particulares, nunca se sabe. Garotas despreocupadas, contando alto suas aventuras, quebrando o silencio tímido do ônibus. Helena as fica olhando e lembrando de seus tempos de adolescente. Não fazia tanto tempo, ela que estava falando mal dos professores e discutindo sobre a barriga do artista tal.
Desvia a atenção: ficar olhando aquelas meninas dói. Resolve então olhar a rua. Adorava fazer isso. A rua é o único lugar totalmente democrático. Passam pedreiros, madames, metaleiros e hippies. Todos andando, por prazer ou obrigação. Andando rápido, devagar, sorrindo, olhando pro chão. Um garoto passa ouvindo música e cantando junto, dançando também. Parece que ele está numa bolha, onde ninguém pode fazer nada para atingi-lo. Parece que ele vai continuar a cantar e dançar para sempre. E assim permaneceu, até desaparecer do campo de visão janela do ônibus. Para sempre.
Helena sente os olhos se entristecerem. O ônibus passa lentamente na frente de uma favela. Crianças seminuas brincam no lixo, enquanto uma moça grávida dá uma bronca num moleque. No seu filho. A menina tem uns quinze anos, no máximo, e já é mãe. De quantos? Quantas daquelas crianças subnutridas são filhas da garota? Ela larga a orelha do pivete e olha para a avenida. Olha para o ônibus. E seu olhar se encontra com o dela, um olhar acusador, triste, como se a mulher no ônibus fosse culpada de sua desgraça. Esta desvia o olhar, assustada. Por que a pobreza atrai olhares? A favela é como um circo, e todas as madames classe média passam lá com seus maridos e carros de passeio e ficam olhando, como se realmente fosse tudo um grande espetáculo.
Estranhamente, as duas garotas barulhentas descem aqui. Dirigem-se à garota grávida, e ficam conversando. É, as aparências enganam. Imaginou o que pareceria para os outros passageiros. Uma mulher indo para casa? Uma moça passeando sem rumo? Várias vezes lhe disseram que parecia mais velha do que realmente era, e ela sempre tomara isso como um elogio. Mas agora se sentia velha e usada, e queria voltar a ser que nem aquelas garotas. Só agora ela notava que tinham a mesma idade. Mas Helena crescera muito mais rápido.
Com um tranco, o ônibus continuou a andar, alheio à suas preocupações. Não estava mais leve, com os pensamentos soltos. Estava mal pelo que foi e pelo que é, pelo que não aproveitou. Toda sua vida quisera ser adulta, e agora que era, bom, não tinha tanta graça assim. Até aquela jovem mãe aproveitava mais a vida, a julgar pela conversa de suas amigas.
Uma senhora embarca no ônibus. Velha e enrugada, fria, a beira da morte. Helena achou fantástico o modo como o ônibus estava refletindo sua vida. Quando a velha sorriu para o moço que lhe cede o lugar, ela não agüentou. Deu o sinal e desceu.




Atualização rápidex enquanto não tem ninguém em casa.
conto velho, chato e bobo.


assim que der escrevo mais.
estou respondendo comentários enquanto posso, na escola.
adéus.

milady; * 6:47 PM


††††

Sábado, Outubro 15, 2005

100 coisas sobre mim

001. eu converso comigo mesma;
002. eu tenho humor de lua;
003. eu não tenho um namorado;
004. eu sou palhaça, às vezes;
005. eu sou bastante sensível;
006. eu odeio tocar violão, mas faço aula.
007. eu tenho uma covinha na bocheicha esquerda, quase no olho.
008. eu amo gatos
009. eu não choro em quase todos os filmes
010. eu adoro bebês;
011. eu ja fui para a França;
012. eu falo merda pra caramba;
013. eu tenho mania de ler cartao de estacionamento;
014. eu morro de preguiça de depilar as pernas;
015. eu gosto de pintar o cabelo;
016. eu amo minha irmã;
017. eu como muito;
018. eu já tive dois gatos que morreram;
019. eu não ronco;
020. eu me acho chata;
021. eu preciso de amigos;
022. eu ainda acredito um pouquinho em papai noel ;
023. eu sou preguiçosa;
024. eu já quebrei a perna e passei o meu aniversario engessada;
025. eu gosto de ser goleira no futebol;
026. eu só estudo inglês por que é materia obrigatória;
027. eu sou uma rebelde sem causa;
028. eu não sei se tenho celulite na bunda;
029. eu sou extremamente esquecida;
030. eu sou muito timida;
031. eu odeio hipocrisia;
032. eu só uso all star;
033. eu pinto a unha de verde limão;
034. eu não quero deixar de ser estudante jamais;
035. eu tenho aflição de ver aquarios com peixes;
036. eu fico escutando uma musica zilhões de vezes e nao enjoo;
037. eu me arrumo rapidinho quando eu quero;
038. eu folheio revistas a partir da última página;
039. eu tenho mania de perseguição;
040. eu sou impaciente;
041. eu nunca estou satisfeita com meu peso;
042. eu finjo que a violencia nao existe;
043. eu entro em muitas enrascadas;
044. eu como mau e me orgulho disso;
045. eu só fui num cemiterio uma vez, e não achei nada demais;
046. eu sacho que sei muito de html;
047. eu uso aparelho fixo a tre anos e meio;
048. eu subo a escada rolante que desce;
049. eu não sou medrosa;
050. eu colo muito na escola;
051. eu as veses tenho chulé;
052. eu amo ter cabelo enrolado;
053. eu já arranquei o cabelo de uma menina numa briga;
054. eu odeio ovo;
055. eu adoro andar de aviao;
056. eu nunca tive medo de palhaço;
057. eu acho Luciano Huck horrível;
058. eu não suporto a Angélica;
059. eu tenho um sonho secreto de ser celebridade;
060. eu não sei se eu já amei de verdade;
061. eu faço ginastica olimpica;
062. eu me acho feia;
063. eu vi 'matilda' umas 15 veses;
064. eu não tenho bicicleta;
065. eu não tenho um gosto musical refinado;
066. eu sou dramática;
067. eu sou baixinha;
068. eu amo os meus amigos;
069. eu calço trinta e sete;
070. eu gosto de cantar, mas canto mal;
071. eu tenho o pé largo e feio;
072. eu sou pessimista;
073. eu não sei a tabuada do cinco;
074. eu gosto muito de junky food;
075. eu adoro piadas sem graça;
076. eu amo limão;
077. eu não aquento pesoas que reclamam de serem magras;
078. eu recorto revistas e colo na porta do meu quarto;
079. eu acho que eu nasci na década errada;
080. eu sou meio metida;
081. eu leio no banheiro;
082. eu quero ser 'the 4400' mas tenho medo;
083. eu sou fotogênica as veses;
084. eu tenho roupas que odeio;
085. eu tenho somente CDs originais;
086. eu uso calcinhas coloridas;
087. eu gosto de salada;
088. eu só uso lapis de olho;
089. eu adoro doces;
090. eu sou ciumenta;
091. eu mais amigos virtuais do que reais;
092. eu adoro me fazer de vítima;
093. eu sou sempre a última a saber;
094. eu já descobri um primo pela internet;
095. eu gasto muitocom bobagens;
096. eu ja acreditei em horóscopo;
097. eu não gosto de mar;
098. eu me acho inteligente ;
099. eu amo ler.
100. eu odeio questionarios pela internet




só por que eu vou ficar em hiatus forçado.castigo.
então fica 100 coisas pra voces lerem.
saco o trocadilho infeliz?
'sem coisas' 'cem coisas'.
hahaha.


é rir para não chorar.

milady; * 6:49 PM


††††

Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Todo dia ela pega o mesmo ônibus, na mesma hora. A rotina é o astro rei de sua vida. Todo dia, todo dia. Sua mente não controla mais o corpo; vagueia por lugares distantes e tempos esquecidos. Mas ela não esquece do corpo que abandonou, e ás vezes lança um olhar apressado para ele. O olhar atravessa a barreira de tempo e espaço, e a mulher no ponto de ônibus parece quase humana.

A moça está lá todo dia. Com o mesmo olhar fixo, parado. Vazio de sentimentos. Todo dia ela espera oito minutos pelo ônibus. Todo dia ela embarca sem olhar para traz. Todo dia, todo dia.

Ela se tornou cega, cega para as cores, cega para a vida. Todo dia ela embarca no mesmo ônibus, e encara as mesmas pixações.

Todo dia, todo dia. Ela chegou no horário de sempre. Mas hoje ela parece diferente. Está nervosa. Seu olhar revela suas intenções: ela vai lutar, lutar contra a rotina, como quer fazer desde que caiu no domínio desta tirana cruel.

Todo dia ela pega o mesmo ônibus. Com um olhar triste, ela embarca. E encara as mesmas pixações.








ontem teve pic nic na praça da sabesp.
aquele praça onde eu passei minha infância.
foi, no mínimo, estranho.
mas deixarei minha opinião sobre esse fato para depois.




e ei, o texto no outro post não foi meu. foi da lau .



[edit]

uma semana em hiatus forçado.
quando voltar, explico.


[/edit]

milady; * 6:18 AM


††††

Segunda-feira, Outubro 10, 2005

Saudades dessa viagem. Saudades desse tempo. Saudades. Um sentimento comum, mas impossivel de descrever. Impossivel de explicar e impossivel de entender. Presente em quase toda nossa vida, menos quando somos crianças e nem sabemos que esse sentimento existe. Talvez até sentimos ele, mas não sabemos o que estamos sentindo, sentimos apenas um vazio que pode ser preenchido com uma amarelinha ou com a permição de um doce antes do almoço. Saudades de não sentir saudades.
Cansei de falar sobre saudades, afinal esse nem era meu objetivo original. Entao, vamos a ele. Essa viagem é indiscritivel, inesquecivel. Foram tantos momentos especiais, por onde começar? Acho que a melhor parte dela foram as cambalhotas e acrobacias na praia, ou o que estas representaram:

Praia pequena, quase deserta. Cinco amigas que não ligavam para o que ia acontecer nem para o que os outros pensavam delas naquele momento. Só estavam felizes, uma felicidade simples, quase infantil e inocente. Essas amigas resolvem se divertir, se portar como quisessem, sem medo do que os outros iriam pensar, sem medo de como os outros iriam olhá-las. Sem medo. Nem do presente nem do futuro. Elas passam dias maravilhosas nessa viagem, dando cambalhotas, enchendo os biquinis de areia como costumavam fazer quando menores, mas normalmente desistiam (em outra viagem, em uma viagem comum) pelo desconforto que a areia causaria. Rolando até o mar, só rolando. Levando caldos, se abraçando. Rindo, rindo, rindo. E fazendo mais acrobacias e se sentindo apenas felizes, livres. Não pensavam em como o banho ia ser complicado depois de toda aquela bagunça, por conta da areia que estará presa em seus cabelos e quantas mãos de shampoo serão necessarias para acabar com essa sujeira. Não queriam saber aonde essas amizades iam parar, só estavam felizes de estarem juntas e rindo sem ter que pensar em nada. Elas jogavam, tiravam fotos, faziam confissoes, dançavam, riam, brincavam, conversavam até tarde, fugiam dos caiçaras. Se divertiam pura e simplesmente.
Infelizmente essa viagem acabou, e elas tiveram que voltar para casa. E o mais triste, cada uma para sua casa. As cinco nunca mais ficaram juntas. Sempre tem alguem no caminho, sempre tem alguma briga estupida, sempre tem um problema que impede elas de serem mais uma vez simplesmente felizes. Que impede elas de brincarem de pequena sereia e jogar todas juntinhas os cabelos molhados e cheios de areia para trás. E rirem disso, e acharem isso o maximo, e isso ser de fato o maximo. Isso nunca mais será possivel. Parece que cada uma foi para um lado e algumas parecem não fazem questao de se juntarem novamente. Elas talvez tenha esquecido a sensaçao de ser apenas feliz. De ser apenas livre. De ser inocente. Elas talvez tenha até esquecido dessa viagem. Duas delas tentam em vão junta-las de novo, sabem que isso impossivel e a viagem nunca acontecerá de novo. Se por algum milagre as cinco se juntarem novamente a viagem não será tao simples. Brigas bobas vao acontecer, elas irão ficar preocupadas com os namorados delas, as outras amigas, a familia, a doença, os problemas; enfim, o desconforto que a areia causará depois.

A palavra fim me irrita. Não devia existir. Não devia existir principalmente se tratando de amizades. Amizades deviam ser proibidas de acabar. Jamais, nunca e impossivel são outras duas palavras irritantes. Três palavras capazes de destruir sonhos e ambições. Isso nunca se realizara, isso jamais se realizara, impossivel isso acontecer. Palavras não tem o direito de desmoronar desejos assim. Nada nem ninguem tem o direito de acabar com os sonhos dos outros. Amizades tambem nunca deveriam ser tachadas de impossiveis. Toda e qualquer amizade é possivel. Nos que tornamos essa coisa tao bonita em especial em algo dificil e confuso. Pra que? Se soubesse pode ter certeza que essa viagem aconteceria, para o resto de minha vida, em todos os feriados.


milady; * 8:18 PM


††††

Sexta-feira, Outubro 07, 2005

eu nao quero ficar sozinha.
nunca.
jamais.



quero ter sempre alguem por perto. alguém que eu possa abraçar do nada e dizer que amo, não nescessartiamente amar de amar, amar de amigo mesmo.


quero ter sempre um ombro onde chorar. quero ter sempre alguem com quem sorrir. quero ter sempre alguem em quem confiar.


quero sempre poder contar com as pessoas,quero nunca mais me decepcionar com alguém.

quero ter sempre um colo materno para onde me recolher. quero ter sempre uma cama quente para me encolher e esquecer que o mundo existe.


quero ter sempre lembranças para pensar no meio da noite. quero sempre imaginar.

quero ter sempre a inocencia de uma criança. quero a liberdade de um adulto. quero a ideologia de um adolescente. quero a vivencia de um idoso.


quero poder pensar que o mundo é bom, e que tudo passa. quero acreditar que o politico X vai aumentar em 50% a taxa de emprego e que o sabão em pó Y deixa suas roupas 5x mais brancas.


quero poder sempre sonhar. e poder sempre acreditar nos meus sonhos. quero poder dormir, dormir para sempre.



você está com medo de ficar sozinho?
porque eu estou.
estou perdida sem você.
você está com medo de deixar esta noite?
porque eu estou.
estou perdida sem você.





texto escrito enquanto comentava no fotolog dela.
viu como comentários podem ser úteis?




e querido papai noel:

eu fui uma menina muito boa este ano. eu sei que ainda é um pouco cedo, mas você pode já ir encomendando um IPod para me dar de Natal? Eu juro que limpo meu quarto todo dia, faço todas as lições de casa e como alimentos com fíbras três veses ao dia. Eu mereço.

=DD

milady; * 9:12 PM


††††

Quarta-feira, Outubro 05, 2005

palavras escritas no vapor.



tão descartáveis como sorrisos hipócritas.
tão verdadeiras como o amor infantil.


palavras no vapor. apenas palavras
palavras que somem, que não servem para nada
palavras que não contam nada.


palavras escritas apenas para vê-las desaparecer pelo ralo.
apenas para elas evaporarem, e sairem voando pela janela...


palavras soltas, sem nexo.
palavras completamente verdadeiras.somente a verdade, a mais pura verdade, a verdade que ninguem pode saber.
a verdade que apenas o vapor pode saber.


palavras que a boca se recusa a contar.
escreve e apaga, para que ninguem possa ver.
escreve e modifica, rabisca, reforça.
escreve no espelho, no box.
escreve no vapor.


quantas obras-primas de poesia a chuva não contaria.
obras que foram esquecidas junto com a ultima gota gelada que cai do chuveiro.
obras secretas.
obras no vapor.


desenhos, rabiscos, palavras no vapor
revelam mais até do que os rabiscos feitos ao se passar horas no telefone.
Estrelas, caracóis, tudo se mistura numa fusão de ideias.
numa fusão de água e ar.
no vapor.


palavras escondidas.
palavras tão secretas que mesmo escritas nada revelam.
palavras, apenas palavras no vapor.



apenas palavras.
apenas.






sim, eu voltei.
não sei por que decretei hiatus. foi uma loucura.
sei lá, me deu vontade na hora.
mas voltei.
e arrumei todo o html.
novos links, seção de past lays e tops.
e a caixinha de link que ela fez pra mim.



e mudei o lay.
aposto que ninguem percebeu.

milady; * 5:24 PM


††††

Terça-feira, Outubro 04, 2005

cansei.
cansei de internet.
cansei de msn
cansei de blog
cansei de fotolog
cansei de html
cansei de responder comentários.
cansei de tudo.


hiatus. sei lá por quê.
só estou cansada.

milady; * 9:27 PM


††††

Segunda-feira, Outubro 03, 2005

só a água.
caindo.
caindo.
caindo.


somente ondas.
pensamentos.
ideias.


apenas imagens.
escuro.
vasio.

só a água.
caindo.
caindo.
caindo.




depois de um banhode uma hora, você se sente limpa.
de corpo e alma.

milady; * 7:11 PM


††††

Sábado, Outubro 01, 2005

ai ai ai.
tem coisas que me dão ódio.


começando do começo.




Ontem, eu fui na Sala São Paulo com meu colégio. Cento e dezenove adolescente revoltados para onze professores. Iriamos ver um concerto á noite, no coro, chique.

Tudo começa pelas roupas. Teve gente que foi como se tivesse ido para o estádio. Tudo bem, eu não esperava todo mundo de terno e salto, mas tem que ter o mínimo de respeito para com o lugar. O MINIMO. E ir com a roupa que vai na escola não é respeito.

No concerto. Eu achava que ia ser uma bagunça total, para ser sincera. Mas não. Tudo ocorreu melhor do que eu esperava. As pessoas ficaram quietas. Os mais impacientes, que não gostavam de musica clássica, se remechiam um pouco na cadeira. Algumas pessoas faziam cochichos ocasionais, mas nada que incomodase. Isso na minha série.

Já o resto da platéia... Eu tenho vergonha só de falar. As meninas da sexta série atrapalharam, zuaram. Batiam palmas que nem retardadas, dançando, gritavam 'uhuuul', e, no intervalo, ficavam comparando quantas broncas tomaram, num tom de vitória. Algumas fileiras á frente, uns velhos gordos e gripados ficavam falando e tossindo a todo momento. Sem parar. Incomodando os músicos, já que o coro é muito perto da orquestra.



Resultado?


Muitos pagaram pelo erro de poucos. E pelo erro que não foi nosso. Fomos convidados a se retirar. Claro. É muito mais fácil expulsar um bando de adolescentes do que alguns senhores. Porque adolescente não gosta de musica clássica. Adolescente baderna. Adolescente que faz tudo.


Sim, teve aquele grupinho da sexta série que aloprou... Eles merecem morrer. Eles acham que são 'pop' por que zoam na orquestra. Mas bem feito. Está todo mundo com raiva deles. Delas, para ser mais precisa.


A cara do profesor de música, quando estávamos no ônibus... Era de uma tristesa, nossa, eu quase chorei. Sério. Segunda feira, a bronca vai ser magistral. O pior é saber que não tivemos culpa. que nos comportamos melhor do que esperado. Meu deus, os dois meninos mais bagunceiros da minha classe estavam sentados JUNTOS, e não falaram um piu. Nada.









Falando em ser 'pop', garotos bagunceiros e chorar, eu tive uma bela decepção com um garoto. Que eu julgava ser meu amigo. Que me magoou muito, com uma piadinha.

O problema é que você nunca achará seus amigos nos garotos populares. Por que o maior objetivo é que todo mundo goster deles e achem eles engraçados. E eles fazem piadas. Doa a quem doer.

E dessa vez doeu em mim.








E ah, muitas pessoas acharam que o texto do post anterior foi tirado dum livro. Mas não. Na verdade, fui eu que escrevi. Eu pensei em acabá-lo, mas minha mente limitada se recusa.

De verdade, me deixou muito feliz voces acharem que eu escrevo que nem uma escritora 'de verdade'. Nao que eu seja de mentira. Voces entenderam.




milady; * 10:24 AM


††††

~3x4
milady, idade não revelada. cínica e sarcástica. boba, acha que sabe escrever. confusa, indecisa, indiferente. estranha

~profile
"I was born in another word. I am the princess there... Nothing wrong in my fantasy word"

Ela é estranha. Acha que é uma princesa. Se auto-denomina Milady. Ela vive no seu mundo de fantasia, e fica muito brava quando alguém quebra sua bolha de irrealidade. Ela prefere mentiras. Mas mentiras bem contadas. Por que se ela descobrir a verdade, saia de perto. Pois ela é vingativa. E também é estressada, pavio curto, chata, ciumenta, chiclete.

Ela adora sonhar. Sonha acordada, dormindo, de pé, sentada. Sonha todos os sonhos possiveis. Viaja em seu mundo de fantasia, onde ela é a princesa. Seu maior sonho é voltar a ser uma garotinha. Voltar a acreditar que o mundo é cor de rosa e que há um pote de ouro no fim do arco iris. Que fadas existem. Por que ela não está pronta para a verdade.


Ela finge que não se importa com a opinião dos outros, mais é frágil, muito frágil. Ela se esconde atráz de uma máscara de dureza, para não expor seu coração absurdamente sentimental e temperamental. Por que ela é absotutamente dependente de carinho e afeto. Uma palavra pode feri-la mais do que um canivete cortando o pulso. Pulso que, aliás, carrega várias cicatrizes.

"I have to choose, do I want to live here?"

Ela não sabe se é bom ou ruim viver nesta bolha irreal. Vive com pensamentos confusos. Por que ela não sabe o que quer. É facil encontra-la com os olhos perdidos no além, e o pensamento distante. Ela é uma escritora. Ama escrever. E pensa que escreve bem. Mantém um blog, e expoe lá todas as suas confusões. Confusões que muitas veses nem existem. Por que ela tem uma mania fantástica de achar problemas. Onde não tem. Pessimista nata. Vive achando que o mundo é uma conspiração contra ela.

Apesar de tudo, ela é aparentemente feliz. Vive brincando. Ela é timida, porém simpática. Tem vários amigos. Costuma surtar regularmente.

Não a levem tão a serio. Pois ela não leva nada a sério.


~layout
versão 5.0. cinza&preto. imagem do clipe 'cotidiano de uma familia feliz', do jay vaquer. letra, idem. o trabalho para fazer esse código foi equivalente ao de quatro lays, motivos desconhecidos.
past lays?

i dont care

~links
.madmosell blügtel, góthika, gabih, val, morgana, julietty+ reknot, cá, nanda, rodrigo, mayra, manu, branquinha, muri.

~history
Essse é o sexto blog que eu tenho. inutilidade a mil, noites de insônia, stupid Angel, apenas-_-eu, fragile inside, todos no weblogger.

então, consegui o cadastro no blogger. nasceu o don't-care. não importa. nada na vida importa.

só não levem meu blog tão á serio. muito do que escrevo é invenção de uma mente doentia.

~awards

tops?


Concurso Gothic Soul Vs.2
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